LACNIC IX - Guatemala, 22 al 26 de mayo de 2006  
 

22 – 26 de maio, 2006 - Cidade de Guatemala, Guatemala

NAPLA 2006 - V Reunião Regional de Operadores NAP da América Latina

 

Notas

TerÇa-feira, 23 de maio de 2006 -

Apresentação sobre CABASE (GA, Gabriel Adonaylo)

Falou sobre cronologia do NAP de CABASE, o início das atividades em 1989. Em 1997, 18 membros se juntam com a necessidade de se interconectar para troca de rotas local sem necessidade de acesso Internacional. Em 1998 começa a operar. Participantes foram somando e em 2006 são 44 membros. Baixo um esquema de auto financiamento, dividem os gastos. Participantes em quatro grandes grupos: Carriers, Internet Service
Providers, Content Service Provider e outros (acordos especiais, por exemplo, organizações governamentais, RETINA).

Como novidades, começaram uso de IPv6 em fase experimental. Planejam também instalação de um Root Server.

Sobre interconexão intra regional, disse que seria oportunidade para otimizar rotas regionais, diminuir gastos no que se refere a transito internacional.

Mas destaca também que há debilidades que necessitam ser discutidas, como o financiamento, regulamentações nos distintos países. Podem haver também ameaças como diferenças de critérios na aplicação das políticas de interconexão, operação, qualidade, etc.

NAP Perú, Yuri Herrera

Foi dada uma breve introdução sobre o NAP, composto pelos mais importantes ISPs do país. Foi criado em 2000 e começou a operar em 2001 com objetivo de reduzir custos e tempo de resposta. São uma organização sem fins de lucro e cobrem 95% do trafico local.

Planejam implementação de novas aplicações e NTP. Assim como uma estrutura para gerencia "out of band" para que este tipo de tráfago não afete o trafego normal dos participantes. Além disso, suporte a análise de tráfego com netflow e enhanced QoS, novas opções de interface e alta capacidade do core.

O Sr. Alvaro Sanchez de Antel Uruguai, perguntou sobre métodos para controle de spam.

Foi respondido que isso ainda está em estudo.

PTT Metro BR, Milton Kashiwakura

Deu uma introdução sobre a estrutura distribuída entre distintos Data Centers interconectados a um ponto central. Para que tudo funcione como se fosse uma matriz unica. É basicamente de nível 2 com vlans IPv4, IPv6 e Multicast. Se distribui um SIP Phone a cada participante, para que possam se comunicar em caso de problemas.

No seu modelo de tarifas, cada membro paga pelo custo de hospedagem de seu equipamento no datacenter e custo de "cross connection".

Outros serviços são oferecidos, como por exemplo, acesso a copia anycast de Root Server, ao projeto do AS 112, projeto RIS do RIPE e looking glass.

NAP El Salvador, Antonio Roshard.

Foi comentado que ainda não foi colocado em operação do NAP, mas que já há algum tempo planos e envolvimento dos ISPs do país.

No país são 12 os provedores e que alguns possuem conexão de peering privados entre eles. Mas outros enviam tráfico através do NAP das Américas.

Foi comentado que a Sociedade da Informação conformada pela CNSI (Governo, Setor Privado e Acadêmico). Além dessa sociedade, há também a area bancária bem desenvolvida. Atualmente, através da CNSI se está trabalhando para obter acordo entre todos os operadores.

Painel Busca de ações e identificação de temas regionais e futuros do NAPLA.

  • Milton Kashiwakura (MK)
  • Gabriel Adonaylo (GA)
  • Yuri Herrera (Y)

Objetivo, como encontrar a melhor forma de trabalho para melhor ajudar a operação dos NAPs.

GA, desde a reunião de Lima em Peru, se fez nota que houve um compromisso da CABASE em participar das reuniões e recente criação da lista, mas as discussões não pareciam converter para algum tema, e isso gerou por parte da CABASE incerteza sobre a participação. Assim que sugere que as pessoas possam opinar e sugerir o que pode ser
implementado, necessidades,etc. No que se refere a parte técnica e administrativa.

MK, idéia que se consiga incentivar países para a criação de novos NAPs, a lista tem ajudado, mas se deveria colocar um sitio web que organize melhor as idéias, onde se possa verificar modelos que podem ser adaptados dependendo das particularidades de cada país. Cada país poderia expor suas necessidades e problemas.

Jesús Martínez, menciona o papel do NAP para poder negociar melhor as condições de conectividade internacional. E pergunta si em se tendo conectividade entre os NAPs, estariam esses dispostos a ajudar com os custos de interconexão dos outros NAPs.

GA, indicou que se isso vai server para negociar com os carriers é algo mais critico, pois entre os NAPs que se mencionou, como por exemplo AR, BR, CO, PE, há participação dos carriers e isso pode ser conflito de interesse. Mas o que se pode tentar é buscar uma melhor posição para negociar.

Sebastian Belagamba, indicou que em se fazendo uma história das reuniões do NAPLA, se iniciou com a idéia de compartilhar informação do que se estava fazendo em cada NAP e agora passa a uma outra função como desenvolver NAPs na região, interconexão, etc.

E que por isso gostaria de propor que se tenha uma organização mais formal para se obter tudo isso que se visa, tal como o exemplo do LACTLD, que possuem, agenda, metas, etc. Parece que o grupo esta se convertendo em uma organização como essa e
que é importante portanto facilitar que se crie isso. Isto parece que dará mais força para alcançar as metas desejadas e propostas.

Hartmut Glaser, indica que desde a reunião em Buenos Aires, houve reuniões com mais participação, informando progressos, detalhes e que não houve muitos relatórios nesse ano, e que o problema no é dos NAPs, senão que a falta de colaboração dos carriers.
Comentou também que a AHCIET que parece não haver sido convidada, e que em São Paulo houve uma participação de várias organizações de distintos países. O mais importante nessas reuniões é ter participação mais ativa dos carriers. No Brasil muitas vezes os problemas são os carriers e não dos participantes dos NAPs.

Antonio Roshard, deu a sugestão de se criar uma "fotografia" da região identificando os NAPs existentes e problemas em cada país. Para que com isso seja mais fácil falar com os carriers.

Erick Iriarte, tratou de explicar um ponto político que se refere aos NAPs. Disse que no ano passado os governos assinaram um plano para os próximos anos, a meta primeira denominada infra regional, visa melhorar a interconexão de redes e TICs na região.
Comenta que NAPLA poderia se tornar responsável pelo cumprimento desse
ponto do plano.

GA comenta que no haveria como seguir se não estão institucionalizados.

Erick comenta que se não há a decisão de ir nesse caminho, não se pode dizer que a institucionalização seja o problema. Institucionalizar é ponto a mais nos objetivos do
grupo. Destaca que vários pontos da política foram discutidos mas sem participação das pessoas que ali deveriam estar.

Jesus Martinez indica que há de deixar claro para todos que o grupo existe para que possam ser convidados para discussões importantes e solicitar nestas reuniões necessidades e idéias.

Raul Echeberria, critica amistosamente a mesa pois se há ido além dos temas da reunião. Um dos desafios da reunião era ter algo concreto como resultado. Há que focalizar em alguns temas de organização do grupo para que as discussões sigam depois da reunião.

As reuniões anteriores estavam focalizadas no estado dos NAPs, depois de algumas reuniões ainda há necessidade de colaborar tendências e administração para ajudar novos NAPs. Isso deve ser um objetivo do grupo para a reunião do próximo ano.

Alvaro Sanchez comenta que no Uruguai não tem um NAP mas que seguem de
perto a discussão. E que queria sugerir o tema que interessa ao Uruguai, que é a possibilidade de desenvolver boas práticas no que se refere a segurança, spam, etc.

German Valdez comenta que estão bem encaminhado. Desde o início da lista, há tido boas discussões. Em outras partes já existem organizações dos NAPs trabalhando em vários temas. LACNIC se põe a disposição para suportar o grupo em vários aspectos, como já feito para outros grupos (LACTLD, Segurança, etc). Comenta também que AHCIET foi convidada, mas enviou informativo que no poderia vir.

Bill Woodcock comenta que a chave é compartilhar informação, ajudar na divulgação de informação.

Yurri, comenta que NAPLA deve ter a capacidade de dar suporte mais efetivo a outras organizações. Ter informação em sítios web, informação que gere conhecimento para formar novos NAPs. utilizar o espaço do NAPLA para divulgar as informações e gerar uma instituição.

GA comenta que é necessário tratar de formalizar a atividade do grupo. Para não ir sem ter definições.

German Valdez disse que o LACNIC provou no grupo do Task Force de IPv6 para a região um mecanismo para votação eletrônica, o qual estaria a disposição para o grupo definir moderadores. Além do recurso humano para criação do web site.

Milton Kashiwakura acrescenta que além do sitio web com conteúdo, deveria haver um questionário on line para que se busque informação sobre os problemas em cada país para criação de um NAP. E assim investigar soluções para os problemas reais.

GA comenta sobre o que disse Hartmut e indica que mesmo que haja participação de alguns, haveria que verificar porque há diminuído a participação por parte dos outros. Não e sabe se é por problema de orçamento ou algum outro.

Roberto Martinez Benitez, quis comentar que não houve participação do NAP do Paraguai, mas que COPACO está interessada no tema.

Yurri indica que participação na lista ainda não é satisfatória nem massiva. Dá a impressão que as organizações não estão representadas, senão que algum técnico da mesma se inscreveu para acompanhar o que se discuti. Um objetivo seria melhorar a participação das instituições, de aqueles que as representem.

Raul Echeberria ressaltou a preocupação governamental sobre o tema de interconexão, se mencionou o documento de eLAC, Programa de Ações de Tunez em vários pontos e a declaração de Lisboa da IV Cópula da América Latina e Europa para Sociedade da Informação. Há preocupação sobre o tem, as decisões importantes podem ser tomadas sem fundamentos. É importante a discussão das partes interessadas. Quem são os atores, não somente NAPs, mas também ISPs, redes acadêmicas, câmaras do setor privado. Os governos estão motivados pelos custos de conexão internacional. É necessário ver se há um problema. No é tão distante a idéia de que os governos realizem estes projetos. É uma oportunidade de baixo investimento e alto pontencial político. É necessário avaliar o caso, saber se há um problema e buscar suas soluções. Não se pode adiantar soluções, mas uma análise séria é necessária.

Jordi Palet, compartilha a opinião de Raul Echeberria. É importante criar NAPs ajudar nas zonas metropolitanas definidas pelos próprios ISPs. A interconexão regional pode ser boa, mas há que dar oportunidade ao setor privado. É necessário fazer estes estudos, mas sobre todos os documentos que se mencionaram talvez não se consultou os experts necessários.

Oscar Messano, diz que o projeto de ECOMLAC em Peru segue vigente com o projeto de interconexão acordado em Lima. Não se há realizado por questões econômicas. Graças a CALRA há uma oportunidade de interconexão entre o NAP Brasil e Argentina. O projeto segue sendo válido. Se pode dar ao NAPLA esta responsabilidade. Não institucionalizar o NAPLA suficiente com o apoio de LACNIC. Ecomlac de qualquer forma seguirá adiante com o projeto.

Fred Clarck da superintendência de Comunicação da Guatemala. É conhecido a criação de um NAP centro-americano financiado pelo BID. Já que a experiência se encontra do lado do LACNIC, este deveria ser o encarregado de submeter a consideração do BID o know how. Este ano se cumprem 3 anos do projeto que não avançou. LACNIC poderia orientar este projeto.

Raul Echeberria, diz que é parte do plano de Prova: Panamá. É um exemplo muito concreto das ações que podem realizar os governos. O pior é não fazer nada. Felicita o esforço de ECOMLAC. É certo que há operadores que teme perder oportunidades de negócios. Há que buscar soluções que cuidem dos interesses dos envolvidos.

Michael de Leo. Diz que vale a pena estudar quanto tráfico é local e ver a justificativa de criar um ponto de interconexão.

Raul Echeberria, O tema econômico é um dos motivadores. De acordo em
realizar estes estudos.

Micheal de Leo, estes estudos dão os elementos para que o setor privado participe.

Yuri Herrera, a Interconexão regional não necessariamente tem que envolver os NAPs.

Apresentação do LACNIC – Germán Valdez

A sua apresentação foi baseada em mostrar o apóio e os esforços do LACNIC aos Projetos de interconexão regional.

Mencionou a participação do LACNIC em 2004 como responsável da organização de NAPLA conjuntamente com o NAP Peru, em Lima. O apóio através de recursos humanos, o website, as listas de correio e intercâmbio de informações.

O LACNIC também tem participado no projeto +Raízes, em associação com o ISC para instalar cópias anycast do root Server F na região do LACNIC. Além do já instalado no Chile em dezembro de 2005 em colaboração com o NIC C1, já têm se assinado acordos com o NAP AR e com a Universidade Tecnológica do Panamá, e estão fazendo tentativas com o NAP CO e o NAP Pe.

O LACNIC tem além disso políticas de alocação de recursos exclusivas para os NAPs como parte de seus esforços no apóio à instalação e operação dos NAPs na região.

Fez referência ao documento ELAC 2007 no que são mencionados os objetivos dos governos da região para desenvolver as TICs e a Sociedade da Informação em geral, com os que o LACNIC contribui em grande medida através de seus esforços de apóio e cooperação.

Apresentação Telefónica Raúl Aguirre – Horacio Tedesco (TIWS)

R. Aguirre da Telefónica fez uma apresentação sobre a Telefónica e sua rede internacional. Primeiro referiu-se à Telefónica como grupo, depois especificamente a TIWS, um repasso à rede internacional, ao serviço de tránsito na Internet e ao estado da arte enquanto ao Ipv6 e a estratégia enquanto ao produto IP. A apresentação foi complementada por Horacio Tedesco de Tiws Argentina referida a voz sobre o IP.

Apresentação do PCH Medição de Tráfego – Bill Woodcock

A sua apresentação versou sobre a interconexão dos NAPs, como devem interconectar-se entre si, quando devem fazê-lo e quando não e de que forma.

Painel Aberto – Projeto de interconexão Regional. É necessário?

A apresentação de R. Echeberría abrange vários assuntos. Ele faz menção à preocupação a nível governamental sobre a interconexão regional em várias instâncias como por exemplo o compromisso do Rio de Janeiro, o Plano de ação do ELAC 2007, os acordos da CMSI de Túnez, a Reunião Ministerial da América Latina e a UE em Lisboa, e também a de Viena. Ele acredita que a evolução da discussão nesses assuntos, pode induzir a tomada de decisões que impliquem ações em relação aos mesmos. É importante manter a discussão entre os atores interessados que são, além dos NAPs, os ISPs, asociações de ISPs, redes acadêmicas, câmaras do setor privado, etc.

Devemos estudar o assunto em profundidade, ver que possibilidades reais têm esses projetos de interconexão e si existem problemas ou não, dando-lhes input aos governos sobre esses assuntos. Para ele a solução dos problemas não passa pela interconexão dos NAPs. A conclussão é que não devemos adiar a análise desses assuntos.

Jordi compartilha a opinião de Raúl enquanto à interconexão dos NAPs, tem que dar oportunidades ao setor privado para que faza melhoras na interconexão regional. Há confussão nos términos.

O. Messano fez referência ao projeto ECOMLAC de interconexão dos NAPs do ano 2005 em Peru subscrito por vários NAPs da região. O que houve foram problemas econômicos, mas o projeto continua de pé. Precisa-se de financiamento.Com o apóio da CLARA, haverá, no curto prazo, uma interconexão entre AR e BR, e aproveitar o Ipv6. Ele acredita que o NAPLA deveria ter maior ingerência nesse assunto, e não criar uma nova instituição, contando com o apóio do LACNIC.

Para Fred Clark da SIT de Gt deve se estabelecer um NAP na região de Centro América (com o apóio do BID). Acredita que o LACNIC deve ser uma das entidades encarregadas de submeter à consideração do banco o know how. Se não houver conhecimento, o LACNIC seria o indicado na orientação desse projeto. Pessoalmente acredita que os governos deveriam incentivar economicamente outras entidades, principalmente privadas, para que se dediquem a fazer isto.

R. Echeverría enfatiza que é errôneo ignorar o assunto e as preocupações que existem e que devemos procurar as soluções que protejam os interesses de todos os atores envolvidos.

Michael De Leo da CISCO planteia uma pergunta, talvez se deva analizar quanto é o tráfego local para saber se vale a pena criar um NAP, e se é assim, usar os recursos nesses pontos críticos.

R. Echeverría menciona que não é apenas um problema econômico, mas também se trata da estabilidade das conexões, e no caso regional também existe a preocupação sobre o destino dos dados, qual é a rota que eles seguem.

Yuri comenta que a interconexão regional não é apenas interconexão de NAPs. E que se fosse assim não estaria dentro do âmbito do NAPLA.

B. Woodcock comenta que alguns governos já têm regulamentado que o tráfego interno de conexão entre pessoas dentro de um país não deve sair das fronteiras do mesmo e isso tem criado um mercado de fato para uma central da Internet. Isso parece ter funcionado sem problemas.

 

 

 

 

 
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